TRABALHOS SELECIONADOS
NEGRO BANZO
NEGRO SONHO
Negro Banzo, Negro Sonho (em desenvolvimento) é uma pesquisa visual em andamento que investiga as intersecções entre memória, trauma histórico e emancipação. Por meio da pintura e da autoetnografia, o trabalho analisa o banzo, compreendido como uma dor profunda gerada pela perda da liberdade e que marca o corpo negro. A pesquisa evidencia como essa condição se atualiza e continua atravessando as subjetividades negras no presente.
Em contraponto, o projeto mobiliza o sonho e a fabulação crítica como ferramentas políticas para criar novas realidades. O negro sonho busca devolver às pessoas negras a autoria de suas próprias narrativas, reivindicando espaço para o mistério, a delicadeza e o pleno direito de inventar novos futuros.





SUSTENTAR O QUERER
BANCAR O DESEJO
“A mulher negra é ensinada a seguir em frente, mesmo quando dói [...] porque não há espaço para a ruptura física, emocional ou mental daquelas que nunca foram consideradas plenamente humanas.” (KILOMBA, 2019).
Nesse contexto, em que a sobrevivência imediata é a única linguagem permitida, desejar exige um esforço desproporcional, pois rompe violentamente com a expectativa de mera servidão. Por meio da materialidade da pintura, o trabalho articula o desejo não como um impulso passivo, mas como um caminho para a libertação. Apropriar-se da própria vontade torna-se, portanto, um gesto radical de desobediência e emancipação.


